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domingo, 7 de agosto de 2011

Mães têm direito a dois intervalos no trabalho para amamentar


Mulheres que amamentam perdem peso mais rápido e protegem a saúde dos filhos. Justiça do trabalho condenou empresa que negou direito a funcionária.

Essa história começa com uma criança saudável. Evelyn tinha 4 meses quando a mãe voltou ao trabalho. Iniciava então um sofrimento enorme para as duas.

“O dia inteiro sem dar a mama à minha filha. Sem poder dar de mamar e assim que ela foi ficando doente, mais ainda”, conta Marilda Conceição Nascimento, mãe de Evelyn.

A empresa de segurança onde Marilda trabalhava emprega sete mil pessoas. Quando ela voltou da licença-maternidade, perdeu o posto fixo de vigilante em um banco perto de casa. Marilda conta que era obrigada a trabalhar cada dia em um lugar diferente, inclusive em outras cidades, ficando assim, cada vez mais tempo longe da filha.

Eram entre 12 e 13 horas sem poder dar o peito. Por que, ao retornar ao trabalho, ela não voltou ao posto fixo antigo? “O empregado que se afasta do seu posto efetivo, ao retornar, não tem mais aquele posto. Já existe outro vigilante efetivo naquele lugar”, afirma Ricardo de Queiroz Duarte, advogado da empresa.

A menina foi adoecendo. Marilda conta que era chamada pra ver a filha na creche, mas não conseguia autorização para sair do trabalho.

“Uma das chamadas foi porque ela estava com febre, estava vomitando. Ela não comia nada, não aceitava. Este foi o dia ‘D’, que a gente mais chamou, mais pediu, mas realmente a mãe não teve como comparecer”, conta Márcia Rodrigues Cardoso, funcionária da creche.

Sobre o comportamento da empresa, o Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina concluiu. “Neste caso, eu entendo que ela agiu com assédio moral com a finalidade específica de obter da empregada um pedido de demissão”, afirma o juiz José Ernesto Manzi.

Evelyn teve uma infecção viral que atingiu o cérebro. Ao todo, 47 depois que a mãe voltou ao trabalho, ela morreu. “Embora não se possa afirmar que a empresa provocou a morte da criança, podemos afirmar que ela reduziu as possibilidades de ela viver”, acrescenta o juiz.

“Ela poderia ter maiores chances de sobrevivência, ou talvez nem tivesse contraído esta infecção, se estivesse ao lado da mãe, se estivesse em aleitamento materno”, explica o pediatra Thiago Demathé.

“Uma mãe que queria estar do lado da sua filha, pelo menos dando mama, cuidando dela. Eu não tive esta chance, esta oportunidade”, lamenta a mãe.

A empresa foi condenada, em segunda instância, a pagar uma indenização de R$ 100 mil. Para a Justiça, além do assédio moral, ela não cumpriu a lei que garante à mãe o direito de amamentar o filho durante a jornada de trabalho. O Fantástico reuniu em Florianópolis um grupo de mães para discutir os direitos das mães que trabalham durante o período de amamentação.

“Quando a gente dá o peito, a gente não está só dando comida. A gente está dando também amor”, opina a psicóloga Bárbara Marques Nunes.

Amamentar traz também vantagens para a saúde das mães. Diminui a chance de câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto. Elas ainda perdem peso mais rápido.

Os pequenos ganham ainda mais. Crianças que mamam no peito recebem os anticorpos da mãe contra diarreia e infecções. Correm menos risco de ter meningite, alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade. Respiram melhor e os dentes crescem mais fortes.

“O leite materno previne as principais doenças da infância: as viroses, as gripes e os resfriados. Nossa recomendação é amamentação exclusiva até o sexto mês e com outros alimentos até os 2 anos de idade”, orienta Helvécio Magalhães, secretário de atenção à saúde do Ministério da Saúde.

Por lei, as empresas precisam oferecer condições para as mães amamentarem. São dois intervalos de meia hora todos os dias até o bebê completar 6 meses.

“Não resolve o problema, porque no caso eu moro longe do serviço. Então até ir para casa, dar mamar e voltar dá muito mais de meia hora”, conta a vendedora Natali Mross.

“As empresas, e isso tem acontecido, podem flexibilizar isso de acordo com a distância da residência da mãe e com as condições da criança”, acrescenta Helvécio Magalhães.

Empresas com mais de 30 funcionárias têm que oferecer um local apropriado para amamentação. “Tem empresa que manda o funcionário ordenhar o leite ou amamentar no banheiro”, conta a psicóloga Carol Rutz Mick.

A atriz Juliana Paes é a estrela da campanha lançada pelo Ministério da Saúde para estimular o aleitamento materno. Ela é mãe de Pedro, de 8 meses. “Todo mundo comenta: ‘Nossa, ele é tão grande, ele é tão forte. É só leite de peito?’. Todo mundo pergunta. Só mamou no peito, 100%. Ele não sabe o que é outro tipo de leite”, conta a atriz.

“Eu sei que, com meu leite, minha filha tem muito mais chance de crescer feliz e saudável”, diz uma mãe.

fonte: Globo

terça-feira, 26 de julho de 2011

Barriga sim, e daí?

Katie Holmes
Já tinha lido a matéria (a seguir) a algum tempo, no meu pós-parto, confesso que fiquei até mais contente em saber que sou normal - e o melhor  de tudo saber que modelos também são gente como a gente! Além de ter dado de cara com essa linda modelo (Lizzi Miller) novamente, está rolando na internet a foto da atriz Katie Holmes - casada com Tom Cruise com quem a 5 anos teve sua filhinha Suri. A foto tem gerado discussões na redes sociais, péssimos comentários e notícias tão péssimas quanto sobre a barriga flácida, esquisita e bizarra (sic - todos adjetivos dados por 'jornais').

Por Martha Mendonça - Revista Época - Ed. 589 - 31/08/2009 
A foto de uma modelo americana reforça um novo padrão de beleza que exibe as mulheres como elas são, e não como impõe a ditadura da moda.
Lizzi Miller
Até a página 193 da edição de setembro da revista americana Glamour tudo estava normal: reportagens de beleza, moda, celebridades. Ao virar para a página 194, a leitora deu de cara com a modelo Lizzi Miller, de 20 anos, ilustrando uma matéria sobre autoimagem. Clicada de lado, ela aparece linda, loura, sorridente, seminua, os braços escondendo naturalmente os seios – mas não a barriga. E, de fato, havia uma barriga. Proeminente, mole, levemente caída. Alguma coisa estava fora da ordem. No mesmo dia, a revista recebeu dezenas de milhares de e-mails comentando o fato. As leitoras estavam surpresas. A maioria, feliz. “Estou sem fôlego de alegria… Amo a mulher na página 194!”, dizia uma das mensagens. “É essa a aparência de minha barriga após dar à luz meus dois filhos!”, escreveu outra. A fotografia virou notícia na internet, alvo de reportagens de outras revistas, como a Newsweek, e a modelo passou a ser conhecida como “a mulher da página 194”.

Editora-chefe da Glamour, Cindi Leive se surpreendeu com a repercussão. “A foto não era de uma supermodelo. Era de uma mulher sentada de lingerie com um sorriso no rosto e uma barriga que parece… espere… normal”, disse a jornalista no blog da publicação. Normal para as mulheres comuns. Mas não para as modelos de revistas, maquiadas e lapidadas pelos retoques digitais. O alvoroço em torno da barriga de Lizzi suscitou um debate: que tipo de beleza as mulheres querem ver nas revistas? Dono da agência 40 Graus, que lançou modelos como Paulo Zulu e Daniela Sarahyba, Sergio Mattos acha que uma revista feminina é lugar para mulheres de corpo perfeito. “Sou contra a magreza extrema, mas a boa forma é necessária. As leitoras estão comprando um ideal”, diz. Já para a antropóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro Mirian Goldenberg, autora de O corpo como capital, “ninguém aguenta mais ver só um tipo de mulher nas revistas”. Ela acredita que haja uma demanda pela diversidade. “Mais que estética, é uma demanda política pela fuga ao padrão. Por isso, não me espanta a discussão em torno dessa barriga”, afirma.

A aprovação das leitoras à foto da mulher da página 194 é mais um exemplo dos movimentos de libertação da imagem feminina. Está ligada, por exemplo, ao movimento internacional contra o abuso da maquiagem e do uso do Photoshop, liderado por um dos mais importantes profissionais do mundo da moda, o fotógrafo alemão Peter Lindbergh. Em maio, ele fez uma série de capas para a revista Elle francesa, com atrizes e modelos de cara lavada, o que fez com que outras publicações aderissem à ideia. No mês passado, ÉPOCA publicou o mesmo tipo de ensaio com modelos como Isabeli Fontana, Raica Oliveira e Raquel Zimmermann. Foi uma das mais comentadas – e elogiadas – matérias da revista neste ano. Os cabelos também estão no alvo. O livro Meus cabelos estão ficando brancos, da americana Anne Kreamer, faz sucesso entre as mulheres que não querem mais ficar prisioneiras das tinturas e, ainda assim, continuar belas e desejadas.

Beth Ditto
É muitas vezes de forma chocante que o padrão se rompe. Bem mais polêmica que a “quase-normal” Lizzi Miller, a cantora e estilista Beth Ditto virou ícone de moda e atitude nos Estados Unidos. Vocalista do grupo The Gossip, já posou nua na capa de duas revistas. Uma delas a elegeu a pessoa mais cool do planeta. Beth faz striptease em seus shows e já declarou que gosta de ser chamada de feia e gorda. Polêmica parecida aconteceu com a cantora Preta Gil, cujo primeiro CD, em 2004, trazia sua foto nua. Na época, afirmou: “Já tive um filho, quilos a mais, estrias e celulite. Fiz lipo, tomei remédio, fui parar no hospital por ficar sem comer. Hoje acho meu corpo bonito, sensual”. Para Mirian Goldenberg, esses casos mostram que o antigo slogan feminista “meu corpo me pertence” – ligado à questão da sexualidade – está ganhando uma nova conotação. “É como se a mulher dissesse: meu corpo é esse e pronto. A mulher nua passa de objeto sexual a sujeito político”, diz a antropóloga.

No centro dessas questões está a autoestima feminina, mutilada pelas exigências de medidas e regras. Mas até que ponto são as modelos das revistas que motivam a insatisfação das mulheres com seu corpo? A psicóloga Joana de Vilhena Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-Rio, diz que o defeito apresentado pela modelo cultuada por sua beleza abre espaço para a mulher comum repensar sua própria imagem. O caso mais recente é o da atriz Juliana Paes, que apresentou celulites no bumbum e nas coxas, ao ser clicada num dia de sol na praia. A fotografia rapidamente encabeçou a lista das notícias mais lidas de sites e blogs. A audiência, dividida entre o escárnio e a defesa da beldade, pendeu bastante para o segundo time. “A hora, definitivamente, é das mulheres possíveis”, diz a psicóloga.

Juliana Paes
Não seria mais fácil as pessoas serem assim? Aceitando as diferenças um dos outros e principalmente se aceitarem naturalmente e serem Felizes como são! Se preocupando apenas com as coisas que importam de verdade e não só com o que são por fora!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Técnica auxilia mulheres que querem amamentar

A algum tempo atrás fui na casa de uma amiga ver como era e auxiliar no que pudesse nesse processo. É um barato! A cara do bebezinho mamando foi impagável! Espero que a informação auxilie muitas outras mamães!

Se, por algum motivo, você deixou de amamentar e quer voltar a dar o peito, conheça o método que torna esse desejo realidade
Por Manuela Macagnan

Voltar a amamentar é possível? Conversamos com a enfermeira Grasielly Mariano, do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Aleitamento Materno da Escola de Enfermagem da USP (NEPAL), e ela garante que sim, que tem como voltar a dar o peito. Conheça a relactação, técnica que tem ajudado muitas mulheres a produzir leite para os seus bebês – sejam eles biológicos ou não.

Relactação é um termo desconhecido para a maioria das mulheres. O que significa? 
Relactar é um termo utilizado para mulheres que já amamentaram em algum momento da vida e querem voltar a produzir leite para alimentar um bebê, seja ele biológico ou não.
A relactação é muito comum em algumas comunidades africanas, onde as mulheres se disponibilizam a amamentar bebês e crianças órfãs. Por vezes, o leite materno é a única fonte de alimento para essas crianças.

Qual a diferença entre relactação e lactação induzida?
A relactação é praticada por uma mulher que já amamentou. A lactação induzida é um termo utilizado para estimular a produção de leite em mulheres que nunca amamentaram, como em casos de adoção.
Definitivamente, é possível uma mulher amamentar um bebê adotivo, embora seja preciso muita motivação e orientação de um profissional especializado. A técnica é a mesma, tanto na relactação quanto na lactação induzida, mas, nessa última, pode ser necessário o auxílio de galactogogos, medicações e ervas capazes de estimular a fabricação do hormônio prolactina--que induz a produção de leite-- na glândula hipófise.
Um bom planejamento para as estimulações das mamas também é fundamental, nessa situação.

Em que casos a relactação é aconselhada? 
As indicações são muitas. Veja algumas delas:
- Mulheres que não puderam amamentar seus bebês, logo após o nascimento, por internação materna ou do bebê.
- Bebês com alergias alimentares, como ao leite de vaca, após o desmame.
- Bebês relutantes a sugar a mama da mãe.
- Mulheres que apresentam alguns casos de hipogalactia, que é a diminuição da produção de leite materno.
- Diante das dificuldades iniciais da amamentação, algumas mamães deixam de oferecer o peito, por falta de orientação profissional, desmotivação ou influência de terceiros, mas podem ser beneficiadas com a relactação.
- Há mães que simplesmente não produzem colostro por dias, após o nascimento do bebê. Aí, é necessário complementar a alimentação com fórmula infantil que, nesse caso, pode ser oferecida de maneira que estimule a criança a sugar, também, as mamas, induzindo a relactação.

É possível que uma mulher que parou de amamentar volte a produzir leite? 
Sim, totalmente possível. A estimulação das mamas, manual, elétrica ou por meio da sucção do bebê, favorece a produção de leite, entre 15 e 45 dias após o início da intervenção.
      

Como funciona a relactação? 
Uma sonda do tipo nasogástrica nº4 ou uma de aspiração – facilmente encontradas em casas de materiais cirúrgicos--tem suas pontas cortadas e aparadas. Uma das extremidades é fixada, com fita hipoalergênica, ao mamilo da mulher e a outra é mergulhada em um recipiente com leite humano, que pode ser obtido em um banco de leite.
Ao sugar, o bebê recebe o alimento através da sonda, ao mesmo tempo que estimula a mama. A sucção induz a hipófise, glândula localizada no cérebro, a comandar a produção dos hormônios prolactina (responsável pela produção de leite) e ocitocina (responsável pela ejeção). O interessante é que o bebê não desiste de sugar porque tem o leite como motivação, para saciar suas necessidades, ainda que não seja, integralmente, proveniente de sua mãe.
À medida que a produção materna aumenta, menos complemento é oferecido, através da sonda. O processo todo dura de 15 a 45 dias e depende de uma série de fatores como a idade do bebê, o intervalo entre o desmame ou parto e o momento da relactação, a rede de apoio com que a mulher conta, o acompanhamento profissional, a correta estimulação das mamas - que deve acontecer, impreterivelmente, a cada duas horas, totalizando 12 vezes em 24 horas - e, principalmente, a motivação da mãe, já que esse é um processo que demanda tempo e energia não só dela como de toda a família. É preciso, também, que os parentes ajudem a mulher, com os afazeres domésticos, para que ela esteja disponível para relactar.

A relactação é possível em bebês de qualquer idade? 
Sim. Um estudo científico australiano mostra que mães de bebês com mais de 12 meses relactaram. É preciso ressaltar que uma das principais dificuldades do processo é fazer com que o bebê aceite a mama da mãe. Quanto mais velho ele for, mais difícil fica. Quanto mais novo, mais fácil será.

Para garantir o sucesso da relactação, é preciso fazer uso de medicamentos?
Não, necessariamente. Realizei uma pesquisa científica para conhecer o número de mulheres que necessitaram de auxílio de estimulantes (chamados de galactogogos), durante o processo de relactação.
Os estudos selecionados relataram os métodos utilizados para estimular a produção de leite humano, além de outros aspectos, como: idade da criança, intervalo entre o parto ou o desmame e a relactação, necessidade de galactogogos.
Dentre nove artigos avaliados, com um total de 1119 mulheres participantes, quatro fizeram uso do medicamento. A maioria das mulheres não necessitou dele para relactar, mesmo as mães de crianças mais velhas e com maior intervalo entre o desmame e a re-amamentação.
Esse estudo será apresentado, na íntegra, no Congresso Internacional da Escola de Enfermagem de Coimbra, em Portugal, no mês de setembro de 2011.

Quando a relactação é inviável?
Quando o bebê se recusa a mamar, quando a mãe tem uma deficiência orgânica importante como, por exemplo, cirurgia que implique em grande retirada de tecido mamário, e quando a motivação não é suficiente para enfrentar as dificuldades do processo. Os outros fatores que interferem no sucesso da relactação podem ter seus impactos minimizados, se a mamãe realmente deseja amamentar.

Qual o conselho para as mulheres que querem voltar a amamentar?
Que sigam seus corações. A amamentação tem um significado único para cada mulher e, se você deseja voltar a produzir leite para o seu bebê – mesmo que não seja biológico -, motive-se e procure ajuda para iniciar o procedimento. Amamentar, assim, é possível e já acompanhei muitas histórias de sucesso. Cerca de 88% das mulheres que tentam conseguem produzir leite para amamentar, exclusivamente, um bebê.
O leite materno é um alimento completo e tem mais de 200 componentes impossíveis de se copiar industrialmente, e que trabalham para proteger a saúde de seu bebê.
Por experiência, posso dizer que é emocionante acompanhar mulheres que desejam amamentar e iniciam o processo de relactação. É emocionante ver a primeira gota de leite sair. É emocionante ver a alegria da mãe quando retiramos a sonda e deixamos o bebê mamar naturalmente, quando já há uma boa produção de leite materno. Essa é uma das mágicas do corpo humano.




fonte: Bebe.com,br

quinta-feira, 9 de junho de 2011

APENAS PARA BEBÊS

22:58, 27 DE OUTUBRO DE 2008
HAROLDO CASTRO
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Nas zonas rurais de Papua Nova Guiné (PNG), as mulheres geralmente vivem sem precisar esconder seus seios – um comportamento natural de populações nativas que vivem em um clima tropical. Acontece a mesma coisa na Amazônia e na África.

Um grupo de mulheres Huli caminha até seus campos de agricultura, onde irão trabalhar durante toda a amanhã, em companhia de seus filhos menores.
Durante os sing-sings e as visitas às comunidades, sempre que eu fotografava uma mulher ou até mesmo uma adolescente, ali estavam eles – os seios – sempre à mostra, à frente de meus olhos e das minhas lentes. No primeiro sing-sing, confesso que me senti um pouco intimidado quando apontava diretamente minha câmera para o corpo das mulheres. Mas, ao ver que a resposta delas era bem mais natural que a minha, perdi o acanhamento. Também, à medida que ganhei a confiança de Frank, um dos jovens locais que nos acompanhava na viagem, passei a fazer perguntas um pouco mais íntimas.

“No nosso país, ter seios grandes é normal. As mulheres, depois que têm filhos e amamentam, seus seios ficam assim, volumosos e caídos”, disse Frank. “Não é assim na terra de vocês?”

Esta jovem de 20 anos, com um cigarro artesanal na boca, tem um filho de um ano e continuará amamentando o menino ainda por muitos meses.
A realidade é que, ao ter um filho, os seios das jovens de PNG dobram de tamanho e de peso. Mesmo se com apenas 19 ou 20 anos.

Frank explica que, ao contrário do que acontece com os ocidentais, os seios não possuem nenhuma conotação sexual ou até mesmo sensual. “Aqui em PNG, jamais um marido beija os seios de sua mulher. Ele pode fazer um pouco de carinho com as mãos, até deitar a cabeça em cima dos seios. Mas a boca, jamais! Isso é apenas para os bebês”, afirma Frank.

Um menino de um ano e meio, apesar de já correr pelo chão, continua sendo amamentado por sua mãe.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mamaço: mães protestam em Florianópolis para defender a amamentação em público

Movimento reuniu cerca de 30 mães na tarde de domingo na Avenida Beira-Mar Norte


Quem passeou pelo trapiche da avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, na tarde de domingo, deparou-se com um piquenique diferente. Tinha frutas e sucos. Mas, para os bebês, o melhor alimento: o leite materno. O mamaço reuniu cerca de 30 mães e seus filhos. Um protesto saudável com objetivo de acabar com o preconceito contra a amamentação em público.

Mariana Andrade, 21 anos, uma das organizadoras, defende que a sociedade e as próprias mães precisam se conscientizar de que a amamentação é um ato natural e de amor, e que não há nada de imoral ou vergonhoso em mostrar o seio na hora de alimentar um filho. Afinal, o leite materno só traz benefícios às crianças, pois contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento infantil.

Foto:Felipe Carneiro

A ideia do mamaço na Capital partiu da bióloga Ligia Sena. A proposta disseminou-se rápido pela internet. Outras cidades do país aderiram à iniciativa, como Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Recife.

O movimento surgiu há dois meses, quando a antropóloga Marina Barão foi impedida de amamentar seu filho em uma exposição no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo. Depois do episódio, ela reuniu 50 mães e fez o "Mamaço Cultural", com o apoio da instituição, que se retratou. As mães passaram a defender o direito da amamentação até na internet, contra a censura de fotos de mulheres dando de mamar aos seus filhos. Até uma página foi criada no Facebook, chamada de Mamaço Virtual.

DIÁRIO CATARINENSE

quinta-feira, 2 de junho de 2011

BLOGAGEM COLETIVA: EU DIGO BASTA! E VOCÊ?



Mães da blogosfera, é hora de nos unirmos novamente!

Vamos recapitular os acontecimentos:

Começo de Maio: O Itaú Cultural proibiu uma mãe de amamentar em público
(Infelizmente, assim como tem acontecido no exterior, essa moda de proibir mulheres de amamentarem em público chegou aqui)

12/maio: Cerca de 50 mães se juntaram e promoveram o Mamaço Cultural, dessa vez com total apoio do Itau Cultural. (aqui)
(jogada de marketing ou não, teve apoio e cobertura da mídia) 

Nessa mesma semana: Ocorria o Mamaço Virtual no Facebook, aonde mães trocaram seus avatares por fotos amamentando. 
(Dessa vez contra a censura do Facebook que vetou uma foto da jornalista Kalu Brun aonde ela amamentava seu filho)   
Clipping super completo sobre o mamaço via Mamiferas (aqui) 

16/maio: A Folha de SP publica um artigo de um acéfalo sem noção que compara amamentação com masturbação. (aqui)

Vejam alguns trechos e revoltem-se:

Aliás, a única coisa a lamentar é as organizadoras do "mamaço" não irem um pouco mais longe, exigindo a aceitação geral dos nossos gestos mais naturais e íntimos, que só mentes profundamente reacionárias podem considerar impróprias para consumo geral.
A masturbação é um caso: séculos de preconceitos religiosos e culturais inculcaram a ideia tenebrosa de que a masturbação é um erro, um crime, um pecado.
Fim de maio: Um Mamaço Nacional começa a ser organizado, e ocorrerá dia 05/junho em SP, MG, PE, SC, PR e DF "O ato tem como objetivo defender o direito da mãe que amamenta/alimenta seu filho em público" (mais sobre o Mamaço Nacional aqui)

30/maio: Uma mãe escreve ao CQC pedindo para que eles usem sua audiência para divulgar o Mamaço Nacional.

Ao invés de ajudarem, ou mesmo ignorarem o email dessa mãe, eles leram e debocharam ao vivo em rede nacional não só do evento, mas do ato de amamentar em público. Não deixe de ver e se revoltar aqui

Algumas pérolas deste video, tiradas do post genial do blog Escreva Lola Escreva:

“Por que cargas d'água tem aquela mãe que enfia a teta nas caras das pessoas na rua, véio? Mano, vai prum banheiro, c*ralho, porque a gente olha, não tem como.”

“Não precisa tirar aquele mamilo, que mais parece uma, que parece um rocambole."

"Amamentar é um pretexto, porque no fundo o que a mulher quer mesmo é mostrar os seios."

“É que quem quer mostrar a teta é quem não deveria querer mostrar. Nunca é aquela gostosa. Geralmente é aquela mãe com aquelas buchibas”. E os três machos lamentam que nunca viram a Giselle Bundchen amamentar, apenas aquela mulher “que não precisa de um sutiã, precisa de joelheira”. 

Depois desse absurdo, a Lola escreveu o post linkado acima, criticando as opiniões e atitudes dos apresentadores. E eis que ela foi ameaçada de sofrer um processo caso não se retrate (veja aqui)

E por tudo isso, acho que é hora de nós, mães blogueiras, formadoras de opinião tomarmos partido!

Temos que usar novamente nosso poder de união contra manifestações que nos tratam como objetos de desejo constante, que ridicularizam nossas manifestações e que partem de homens querendo controlar atos que não lhes dizem respeito.

Eu não amamentei em público, porque eu não quis e não me sentia bem fazendo isso, mas ver marmanjos ridicularizando mães e filhos dessa maneira machista me dá ânsia!

Pelo direito de amamentar aonde eu quiser e como eu quiser, pelo direito de nossos filhos não serem forçados a se alimentar em banheiros públicos, pelo direito de não termos nossos corpos ridicularizados em rede nacional, pelo direito de não sermos tratadas como objeto sexual, eu proponho uma blogagem coletiva!


Eu digo BASTA! E você?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dificuldades na hora da amamentação: 15 dicas para que tudo dê certo

Confira as sugestões que farão a diferença na hora de você alimentar seu filho
Malu Echeverria e Nádia Mariano
Todo mundo está cansado de saber que o leite materno é fundamental para a saúde e o desenvolvimento do bebê, mas também escuta histórias de mulheres que sofreram horrores amamentando. Algumas se adaptam à nova rotina, outras não. Isso acontece porque, apesar de ser um ato natural na teoria, na prática, o processo pode ser bem difícil.

Nem a mãe nem o bebê sabem exatamente o que fazer, em que posição ficar. O bico do seio, uma parte do corpo praticamente sem função até então, passa a ser usado várias vezes por dia e fica muito sensível. E as mamas nem são transparentes ou têm graduações para sabermos quanto a criança bebeu!

Nos primeiros dias em casa, sem a ajuda das enfermeiras da maternidade, os problemas podem ganhar tamanha dimensão que você vai questionar como as outras mulheres fizeram isso. Não adianta achar que na primeira mamada tudo vai correr bem, como nos filmes e nas novelas. É importante ter isso bem claro para não se decepcionar. "Como todo processo de aprendizagem, existem as dificuldades. E exige muita paciência e tranqüilidade", diz a enfermeira obstetra Márcia Regina da Silva, do Hospital São Luiz, em São Paulo.

Muitas mulheres pensam em parar por motivos emocionais, cansaço ou desânimo com a demora do bebê para se adaptar ao peito. Raramente o motivo é fisiológico. No segundo mês nem vai lembrar-se de que os problemas existiram. Acredite, a amamentação vai deixar muita saudade.

Prepare-se
Cursos para gestantes podem ajudá-la a ter noções sobre o que é amamentar, como funciona a produção e ejeção do leite, como o bebê deve pegar corretamente no bico do seio. Correr atrás de informações é a melhor forma de se preparar para os desafios que podem surgir. Artifícios para tornar os mamilos mais resistentes, como passar a toalha de banho e tomar sol nos seios só devem ser feitos quando indicados pelo obstetra, pois cada mulher responde de uma forma aos procedimentos.


Peça apoio da família
É imprescindível que você se sinta acolhida e apoiada por seus parentes e amigos. Isso significa ter pessoas solícitas que não façam cobranças ou comparações e entendam que nesse momento você deve ficar disponível aos horários e exigências do bebê. O que muitas vezes significa atrasar os passeios, deixá-la dormir ou fazer sala para visitas fora de hora.


Seja flexível
Você não está sozinha. Cerca de 70% das mulheres têm dificuldade na amamentação. É bom saber que não é um processo 100% fisiológico, envolve também as emoções. E depende inclusive do bebê. Às vezes, ele não consegue sugar porque é muito sonolento ou não tem tônus muscular. Se a adaptação demorar e estiver muito difícil, converse com o seu pediatra sobre a possibilidade de você ordenhar seu leite e oferecer em um copinho. Isso não vai desacostumá-lo ao peito, pois nessa situação ele não estará sugando, apenas lambendo. É uma maneira de alimentá-lo e dar tempo para que a adaptação ocorra. Você vai se sentir mais segura de ver seu filho comendo e esse sentimento pode ajudar no processo de amamentação.


Faça suas regras
Existem alguns procedimentos que você precisa seguir para alimentar seu filho com mais tranqüilidade, mas não dá para fazer tudo que ouviu ou leu sobre o assunto. Algumas coisas, como a melhor posição, horário ou local, você só descobrirá na prática e em alguns casos só funcionarão com você e seu bebê. O importante é que os dois se sintam confortáveis.


Divirta-se 
Você terá de ficar sempre disponível para os chamados do seu filho, mas procure também se distrair. Quando ele dormir, vá para a cama junto ou use esse tempo para correr até a manicure ou ler um pouco. Assim que o pediatra liberar o bebê para sair de casa, aproveite para passear e leve-o junto, nem que seja até a casa dos avós ou da sua melhor amiga. Isso vai ajudá-la a desestressar.


Escolha um local tranqüilo e confortável para amamentar
Nos primeiros 15 dias, procure ficar sozinha com seu pequeno, para não distraí-lo. Barulho e muita gente por perto podem agitar mãe e filho. Estudos já comprovaram que o alto índice de adrenalina, resultado de grande movimentação, pode inibir a produção de leite. Além disso, sozinha você terá mais liberdade para tomar decisões, livre de palpites. E sempre que possível prefira amamentar seu filho em locais iluminados, para que ele fique alerta e focado no que está fazendo. Se ele não se adaptar à posição tradicional, tente a invertida, mantendo-o na mesma posição, mas mudando de seio.


Cuide do bico dos seios
Embora a produção de hormônios torne os bicos mais resistentes, sempre há riscos de fissuras. Não existe método milagroso para curar isso. Para ajudar, evite lavar os mamilos imediatamente antes ou depois das mamadas. Como o leite tem efeito bactericida e hidratante, passe um pouco nos bicos após o aleitamento. Procure trocar o sutiã quando estiver molhado e só lave a região com água, sem passar nenhum produto. Uma opção, se racharem, é usar um bico de silicone nos mamilos.


Aprenda a pega correta
Para evitar dores e rachaduras no bico dos seios, o bebê deve fazer a pega corretamente. Se ele abocanhar somente o bico, tire-o do peito e o recoloque, até que pegue também boa parte da auréola. A boquinha deve estar bem aberta, com o lábio inferior voltado para fora e o queixo encostado na sua pele. O próximo passo é monitorar a efetividade da sucção. Covinhas e barulhos não são bons sinais. Quando a criança pega o peito corretamente, o leite sai em quantidade suficiente, ela engole tranqüilamente e a mãe não sente dor.


Ele pode querer só um peito
Muitos bebês dão preferência ao peito esquerdo, pois se sentem mais confortáveis ao som da batida do coração. Você pode resolver isso mudando ele de lado sem que ele perceba, não o vire, leve o braço para a outra direção deixando-o na posição invertida. Assista ao nosso vídeo.


Evite que o leite empedre
Algumas mães sofrem com o excesso de produção de leite, isso pode ocasionar enrijecimento da mama que provoca dor e atrapalha a sucção do bebê. Para evitar esse problema massageie as mamas com movimentos circulares e se necessário faça a ordenha manual para facilitar a pega do bebê.


Ele dormiu? Relaxe
O contato com sua pele acalma o bebê, ele se sente confortável em seus braços e pode adormecer durante a mamada. Isso é absolutamente normal entre recém-nascidos. Certifique-se que ele arrotou e deixe-o dormir, ele acordará logo, e cheio de fome.


Não escute tanto os palpites 
Prepare-se para ouvir dicas de todo mundo. As frases mais comuns são: "Seu leite é fraco", "Ele está com fome", "Acho melhor você começar com os complementos", "Passe logo para a mamadeira, é muito mais fácil". Diante desse bombardeio, a dica é não dar ouvidos. Acredite: segundo os especialistas, palpites errados são uns dos principais fatores responsáveis pelo desmame precoce.


Aproveite o seu companheiro 
Ele pode ajudar mais do que você imagina. Um estudo americano chegou à conclusão de que o apoio do companheiro pode ser até mais útil para a mulher do que a ajuda profissional. Pediatras americanos constataram também que mulheres cujos maridos tiveram uma aula de 40 minutos sobre como lidar com os problemas mais comuns da amamentação tiveram 67% mais chances de amamentar seus bebês por mais tempo.


Crie uma rotina mínima
Procure manter certa disciplina no intervalo entre as mamadas, lembrando de descansar, tomar banho e comer. Organizar as refeições é necessário ou você só vai sentar para almoçar exatamente no horário em que o bebê quiser mamar. E, com fome, ninguém consegue amamentar direito.


Delegue
Quanto mais responsabilidades você delegar à empregada e aos parentes, mais tempo terá para se dedicar ao seu filho. Se tiver de pensar no cardápio da semana, fazer compras, cuidar do sofá manchado ou se as roupas do bebê secaram, não terá tempo nem paciência para lidar com o processo de amamentação. Peça ajuda e deixe os outros fazerem algumas coisas por você e poupe-se um pouco para o que só compete a uma mãe, que é amamentar. 


fonte: Crescer

sábado, 28 de maio de 2011

Viviane Bevilacqua: mentes doentias

Há males que vêm para o bem, já dizia a minha avó. Santa sabedoria!

Viviane Bevilacqua  |  viviane.bevilacqua@diario.com.br

Foto:  Arte de Lucas Abreu  /  Arte de Lucas Abreu
    Em maio, uma mulher foi impedida de amamentar seu bebê numa sala de exposições de São Paulo. A funcionária a proibiu argumentando que o ato feria o código de boas maneiras. A mamãe não acreditou. Como assim? O filho estava chorando de fome, e dar de mamar, sentada em uma cadeira, sem importunar ninguém, seria um ato obsceno?
    Revoltada, ao sair de lá, a mãe postou no blog sua indignação. Reclamou, também, para a direção da sala de exposições que, óbvio, retratou-se posteriormente, dizendo que esta não era a posição da empresa.
    Depois deste fato infeliz, outros parecidos pipocaram pelo país. Várias mulheres tiveram suas fotos — nas quais estavam amamentando seus filhos — retiradas do Facebook, por "violação dos termos de uso, por apresentar conteúdo pornográfico, cenas de nudez ou ser inadequadamente sexual".
    Custo a acreditar que isso seja verdade. Mãe amamentando um bebê é uma imagem linda, pura, afetuosa. Pornográfica? Só se for em uma mente doentia. Tanta pornografia rolando solta na Internet, à disposição de quem quiser ver (e, às vezes, até de quem não quer) e vão censurar fotos de mulheres dando de mamar? Ah, o problema é o seio à mostra? Então, censuremos também os programas de televisão, as mulheres nas praias, os desfiles de moda...
    Este tipo de atitude é um retrocesso sem tamanho. O mundo inteiro desenvolve campanhas a favor da amamentação, pois sabe-se que o leite materno é o alimento mais completo para os bebês. 


    Além disso, amamentar cria uma ligação muito forte entre a mãe e o seu filho. Só quem é mãe e amamentou entende o que eu estou dizendo. Morro de saudade daquele tempo... Dei de mamar aos meus dois filhos por mais de um ano, mesmo trabalhando desde o final das licenças-maternidade. Até os seis meses, foi a única alimentação das crianças. Depois, como complemento (e também porque eu adorava estes momentos de total intimidade entre mãe e filho. Trocávamos olhares e carinhos dos quais eu nunca esqueci).

    Pois agora vem o lado bom. Devido a estes acontecimentos beirando a irracionalidade, surgiu um movimento muito bacana no Brasil, que eu apóio integralmente. Só não participo porque parei de amamentar os meus filhos há 18 anos. É o mamaço: grupos de 50, 100 ou até mais mulheres que se reúnem para dar de mamar aos seus bebês, em locais públicos. A ideia é mostrar a todos que amamentar é bonito e saudável. Um exemplo a ser seguido por todas. Aqui em Floripa, o mamaço acontecerá no dia 5 de junho, às 15h, no trapiche da Beira-Mar Norte.
    Um seio cheio de leite não é nem pornográfico nem erótico. É sinal de vida em abundância. Tomara que a nossa avenida fique lotada de mamães e bebês. Será uma cena linda, com certeza.

fonte: DonnaDC

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das Mães

    Esse é meu segundo dia das Mães, gostaria de parabenizar a todas que tem o privilégio de sentir o gostinho desse amor incondicional . Principalmente as que estão aproveitando seu primeiro dia ESPECIAL!!!


    Na foto, nossa amiga Sabrina com o querido lindo Nicolas! Que apareceram com o sling Dalaula na homenagem do Jornal do Almoço - RBS Florianópolis - de dia das Mães. AMEI!!!



FELIZ DIA DAS MÃES as que conhecem e as que desejam descobrir a dor e a delícia da maternidade!!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

    No último dia 31, estivemos na TVCOM falando sobre tipos de parto; Eu, três mães amigas e a Doula Cristina. 












    Participei dos dois primeiros blocos falando sobre a experiência que tive no parto normal. E as crias deram um show à parte durante todo o programa.